
Todo o mundo concorda que falar mal de americano é clichê. E eu digo que falar mal não deveria ser o único clichê. Odiar e ter repulsa por esses seres imbecilizados por eles mesmos também deveria caber na categoria dos clichês. Ok. Muita gente tem ódio e repulsa. Mas isso não basta. Não é suficiente. O que seria satisfatório, então? Resposta: que os americanos soubessem disso.
Uma amiga minha, a Yvone, está nos Estados Unidos fazendo uma espécie de intercâmbio, não sei ao certo. Ela entra no msn e desabafa comigo quando as coisas não estão indo bem por lá. E claro, nunca estão. Sair da 'brasilidade' para entrar num reduto de idiotas é complicado. A terra do tio Sam é complexa. Mas não é uma complexidade inteligente. É uma complexidade que que não tem lógica. Traduzindo: os americanos pegam um círculo, fazem vários caminhos anexos ao círculo, rodam por lá, e voltam ao círculo. Ou seja, em vez de dar uma volta e chegar ao mesmo lugar, eles caminham num círculo meio zig - zag. Mas você deve estar pensando que esse é um exemplo meio burro da minha parte. Não é. O que eu quero dizer é que eles complicam o que não é complicado e complicam mais ainda o que já complicado. Claro que, não estou falando de tecnologia, política americana e organização militar. Estou falando de relações, meio social; conversas cotidianas, vizinhos, adolescentes em escolas. Eu digo para você, dona Yvone, que se acostume com todos estes estereótipos daí, porque é assim que funciona aí. Não consigo recordar a expressão que eu usei para descreve-los, mas foi muito precisa. E claro, a expressão era uma mistura de coisas contraditórias. O chato deles é que, um dia estão bem, falam oi, no outro viram a cara e fazem coisas idiotas. E uma coisa é certa; você sempre se sentirá meio idiota falando com norte americanos. Não porque você é idiota, mas sim porque eles são tão idiotas que você se sente idiota por estar falando com um bando de idiotas. Ufa! Outra, eles acham que são os donos da razão. Discuta com um americano e se prepare para ouvir coisas imbecis o tempo todo. A cada dez palavras proferidas pela boca de um indivíduo ianque, onze são gírias e três mil e quatrocentos serão palavras que nem tem a ver com o assunto. Eu, escrevendo aqui, estou me sentindo meio prolixa. É porque é dificil explicar coisas que não são explicáveis [...].
Ano de 2001, eu estava lá. É como se eu fosse a bola de cristal da Yvone. Eu digo "vai ser assim" e no dia seguinte ela confirma. Eu digo "foi assim comigo" e ela diz "nossa, é exatamente assim que acontece por aqui". Yvone, você deveria ter escolhido um outro local para estudar. O Estados Unidos deveria ter entrado no final da lista. Finalizando - esse texto é tão complexo e prolixo quanto uma conversa com um cidadão norte americano. E é também meio imbecil, porque perdi tempo escrevendo sobre essa escória da raça humana (Ok, eu sei que nem todos são assim, mas é para fazer um drama. Ah, claro. Também típico deles). Mas claro, fiz isso pensando na minha amiga Yvone, que sofre com a quantidade de situações em que eles a colocam. Yvi, aguenta aí, em dezembro você estará de volta. E vai poder comer feijão com arroz, goiabada e queijo minas. Ah, sim. E vai poder conversar normalmente sem achar que todos estão fazendo isso por mera obrigação. Aí é um cu, mesmo. Ah, e mais um "Ah": se um dia você conhecer o Nicholas, um colega meu (daí), vai ver que nem todos os americanos são burros. Ainda existem os semi inteligentes. * Nicholas, você é legal, é só para enfatizar minha crítica. Quem mandou nascer nos "state"? Virou cobaia.
Foto: Três americanazinhas branquelas: futuras obesas e cada uma mãe de pelo menos três filhos.
Flog da Yvi - http://www.fotolog.com/yvi__
Day
Um comentário:
Fazer o que neh... nao vamos generalizar, eu vim para aki em seattle, cidade grande, pessoas envolvidas com problemas maiores...
Nao acredito que um pais no qual todos querem mover sua familia para la, seja desse jeito em todo o territorio!
Vamos ver, vou mudar para outro lugar agora, se o povo continuar sendo do jeito que te falei, por favor publique o sei texto no NEW YORK TIMES!
COM O TITULO
NAO TORTUREM EXCHANGE STUDENTS!
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